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Psicologia Corporal
- Vol. 1 |
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Sumário
e Resumos |
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LIVRO:
PSICOLOGIA CORPORAL VOL. 1
AUTOR: Diversos
ORGANIZADORES: José Henrique Volpi e Sandra Mara
Volpi
CATEGORIA: Artigos científicos
PÁGINAS: 128
EDITORA: CENTRO REICHIANO |
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RESUMO |
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Hoje, a Psicologia Corporal tem tido singular destaque entre
as inúmeras escolas da Psicologia. Alcança novos espaços e a
cada dia cresce em suas pesquisas, em seu campo de atuação e
enquanto ciência. Novos pontos de intersecção entre a
Psicologia Corporal e outras ciências vem gradativamente
sendo traçados, estabelecendo uma visão em comum, onde o
homem e a natureza são considerados em sua totalidade. A
concretização do primeiro volume da revista Psicologia
Corporal é mais uma conquista do Centro Reichiano. Após
quase cinco anos de circulação por todo o Brasil, a revista
conta agora com um novo formato no qual é possível reunir um
maior número de artigos. Esse primeiro volume reedita alguns
dos artigos já publicados anteriormente e também apresenta
textos inéditos. Nossa filosofia continua sendo a de
oferecer um espaço a todas as abordagens da Psicologia
Corporal. Esse espaço também é seu. Portanto, seus artigos
serão sempre bem-vindos. |
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Editorial |
05 |
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Separações
e aproximações no início da vida/José Henrique Volpi |
07 |
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Resumo
O processo da fecundação
e gestação não é tão simples quanto pode parecer. É
regido por movimentos de separações e aproximações,
tanto físicas quanto energéticas. A primeira separação
ocorre quando óvulo é expelido para fora do ovário e os
espermatozóides para fora da bolsa escrotal. Após nove
meses o feto se prepara para separar-se do útero e
aproximar-se da pele da mãe, iniciando assim uma nova
etapa de vida. Uma concepção proveniente de uma relação
de amor, uma gestação tranqüila, serena, verdadeira e
com um clima de aceitação, propiciará ao pequeno ser um
desenvolvimento e um funcionamento das células e órgãos
possivelmente mais saudáveis. Ao contrário, uma relação
de hostilidade, sem amor, sem desejos, com rejeição e
tentativas de aborto, bem como uma gestação de risco
irão transmitir um quantum energético menor, uma
condição de hipoorgonia (baixa energia) o que acarretará
uma situação anormal que poderá ser patológica ou
incidir posteriormente sobre o comportamento do bebê.
Palavras-chave:
gestação; feto; desenvolvimento emocional; energia |
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Psicopedagogia reichiana / Sandra Mara Volpi |
12 |
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Resumo
É possível afirmar que a
aprendizagem já se faz presente antes do nascimento. É
através da qualidade de contato entre a mãe e seu bebê
após o nascimento, que a criança aprende a funcionar, em
termos de vinculação. Dessa forma, se o contato com a
mãe é caloroso, íntimo e verdadeiro, é assim que a
criança irá se relacionar com outros objetos de seus
desejos. Por outro lado, se o contato é frio, distante e
artificial, também o será no futuro. Em geral, somente
um problema na escola é que nos leva a falar sobre
“dificuldades de aprendizagem”, mas, se ampliarmos a
visão de aprendizagem para além da escola, vemos que
essas dificuldades podem surgir a qualquer momento. A
psicopedagogia propõe-se a compreender e buscar soluções
para essas dificuldades e, associada a uma visão
reichiana, propõe algo além: compreender a dificuldade
no âmbito do desenvolvimento emocional do ser humano.
Assim, admite-se que a cognição, ou seja, a
possibilidade de conhecer, por meio da inteligência,
possa ser influenciada pela falta de estímulos
essenciais a esse desenvolvimento. Parte-se do princípio
que as mais diversas experiências são adquiridas no
contato com o mundo e que o instrumento para tal é o
corpo.
Palavras-chave:
Psicopedagogia; Criança; Aprendizagem; Dificuldade
Escolar |
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Vínculos e
sua função reorganizadora /Adriana Dal-Ri |
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Resumo
O ser humano tem um certo
padrão de funcionamento: jeito de pensar, sentir, se
expressar, se movimentar, etc, e uma maneira específica
predominante de se vincular com os outros. Esse padrão
segue um roteiro do tipo de vínculos que a pessoa
precisa e de que maneira deve se estabelecer. Tendo em
vista que assim deu certo (em algum lugar de sua
história) este roteiro se repete inúmeras vezes, mesmo
que não funcione mais e que não lhe traga mais prazer ou
sacie suas necessidades a tendência é continuar a
repetir. De acordo com a história pessoal de cada um,
inscrita no corpo, é que se molda a maneira como as
pessoas se vinculam no presente. Assim, podemos dizer
que o vínculo é somático, ou seja, no nosso
desenvolvimento aprendemos ou não os elementos
essenciais para nos vincular através de uma inteiração
de posturas somático-emocionais. Vínculo como função
organizadora é o acompanhamento que o terapeuta faz com
seu paciente para que este possa reviver os seus
estágios e reconhecer e formar os sentimentos que foram
cindidos. Como o paciente passou pelos diferentes
estágios de crescimento e desenvolvimento somático
determina em que nível desse desenvolvimento ele
funciona, vem como a natureza da transferência.
Palavras-chave:
Vínculo; Transferência; Emoção |
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Sob o
prisma do respeito /Helen Guaresi |
19 |
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Resumo
A questão que norteia
este trabalho é o respeito. Como podemos respeitar os
pacientes que nos procuram? Em primeiro lugar,
precisamos compreender o sofrimento. O paciente só
procura ajuda no encontro com o sofrimento. Ele busca um
desconhecido, adentrando num ambiente estranho para
buscar alívio. Neste contato inicial, respeitar nada
mais é do que querer saber do sofrimento do paciente.
Convidá-lo a adentrar neste espaço: Espaço físico: o
consultório é um espaço do terapeuta, por ele mobiliado
e preenchido. O paciente irá ocupar um espaço reservado;
Espaço Psíquico: é o espaço do paciente. O convite do
terapeuta possibilita ao paciente a conquista deste
território.
Palavras-chave:
Respeito; Relação; Biodinâmica |
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Temperamento e Caráter sob uma visão pós-reichiana /Federico
Navarro e José Henrique Volpi |
24 |
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Resumo
De acordo com Federico Navarro,
temperamento
é biológico. Cada um
nasce com um temperamento que é a constelação
neuroendócrina da pessoa. Já o caráter é sócio-cultural.
Ele forma-se sobre o temperamento. Já o caráter, é uma
defesa crônica do ego contra situações externas
desconfortantes. Navarro utiliza terminologias
diferentes de Baker e Lowen alegando que ambos não
consideraram a estrutura de caráter de cobertura. A
maioria das pessoas que encontramos são borderline,
mas apresentam uma caracterialidade, ou seja, um
traço de caráter de cobertura. Portanto, para se chegar
a caracterialidade genuína é preciso interferir sobre a
estrutura psicológica da pessoa.
Palavras-chave:
Temperamento; Caráter; Reich; Navarro; Terreno
Energético |
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Jogos: sua
validade enquanto instrumento psicoterapêutico na abordagem
reichiana /Sandra Mara Volpi |
27 |
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Resumo
O jogo é uma das
atividades mais antigas da humanidade e também uma das
mais primordiais na vida de um ser humano. Desde tempos
imemoriais o homem, joga, e através do jogo, comunica-se
desde a sua mais tenra infância. A palavra jogo vem do
latim jocus e guarda em seu significado o ato de
gracejar, zombar. É também divertimento, brinquedo,
passatempo. Jocus do latim, é sinônimo de lúdico. Desta
palavra surgiu, no âmbito da psicanálise, com Melanie
Klein, entre os anos 10 e 20, a ludoterapia. Ali nasceu
a compreensão do valor psicoterapêutico do brincar.
Através do jogo, demonstramos nossa forma – consciente e
inconsciente – de lidar com o mundo, com o outro, com
nós mesmos. O jogo é um ato espontâneo, que leva o ser
humano ao encontro da liberdade e à construção criativa
de sua própria realidade. Para a psicopedagogia, os
jogos são ricos instrumentos de trabalho que, segundo
Jorge Visca, põe em exercício funções cognitivas e
afetivas, como também desenvolvem conteúdos sociais.
Palavras-chave:
Jogo; Psicoterapia Reichiana; Psicopedagogia; Criança;
Brincar |
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Mudando
nossa relação com o meio ambiente: uma visão reichiana /Alberto
Pucci Junior |
35 |
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Resumo
Durante uma viagem de
trem pela Europa a artista Marina Abramovic ouviu de uma
pessoa que trabalhava em crematórios que há quarenta
anos precisávamos de 125 graus para queimar um corpo
humano, hoje precisamos de 715 graus para fazer o mesmo.
Segundo algumas estatísticas, em 1790, a média de
consumo diária de um norte-americano médio era de 11.000
Kcal/dia. Em 1980, esta média passou para 210.000
Kcal/dia. Exemplos como estes podem ser encontrados
todos os dias, indicando a necessidade de compreendermos
a origem dos problemas ambientais e como podemos achar
soluções para resolvê-los. Estes problemas e suas
soluções estão ligados à forma com que nos relacionamos
com o meio ambiente. Para tanto, devemos entender as
bases do comportamento humano e o pensamento funcional
desenvolvimento por Reich.
Palavras-chave:
Meio Ambiente; Reich; Consumo; Natureza |
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A
importância das relações de amor nas primeiras etapas do
desenvolvimento infantil /Maria Beatriz de Paula e José
Henrique Volpi |
38 |
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Resumo
A etapa da amamentação é
de fundamental importância para a formação do caráter de
uma pessoa. Se a mãe está disponível às demandas do
bebê, ele vai aprender a se reconhecer, a entrar em
contato com o próprio corpo e suas sensações. Já um
desmame precoce, ensinará precocemente ao bebê a
sensação do que é a frustração. Isso é o que ocorre em
todas as etapas do desenvolvimento pelas quais passa uma
criança desde a gestação. Também devemos considerar como
de fundamental importância a presença do pai e um
enfoque voltado á profilaxia de uma educação saudável.
Palavras-chave:
Desenvolvimento Infantil; Desenvolvimento Emocional;
Criança; Relação; Amor |
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Em Reich, a
esperança das crianças do futuro /Sandra Mara Volpi |
43 |
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Resumo
Uma das características
mais formidáveis do pensamento reichiano é o seu
otimismo, a sua notória esperança quanto ao
desenvolvimento do núcleo saudável da raça humana. Essa
característica o fez afastar-se das idéias vigentes na
sua época e o levou a abrir trilha e a seguir por um
caminho pouco experimentando, tanto na época quanto
hoje. Com suas afirmações sobre a existência da energia,
a qual denominou orgone, Reich (1986) nos deixou um
legado de fé: mais do que fazermos parte da natureza,
somos natureza, compomo-nos de um elemento comum, que
está presente em tudo quanto existe... somos vida... E
era sobre essa vida que ele concluiu que deveríamos
atuar. Na criança é que temos a possibilidade de
encontrar o cerne saudável da humanidade. A criança está
em contato direto com seu organismo, ainda livre de
couraças. Está em consonância com sua pulsação, com o
interjogo entre a contração e a expansão.
Palavras-chave:
Reich; Criança; Libido; Contato |
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Os
caráteres neurótico (segundo Navarro) e rígido (segundo
Lowen) numa
perspectiva organizacional /Lírica
Maria Dagoano e Susan Regina R. Cavalleti
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46 |
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Resumo
Navarro identifica a
personalidade neurótica como sendo caracterizada pelo
masoquismo, apesar de ser esta a personalidade mais
sadia que encontramos, em termos percentuais, na
sociedade atual. Relembra aspectos das condições
sociais, culturais e educacionais da vida atual que
oferecem abundantes oportunidades ao desenvolvimento da
ansiedade, que ansiedade ancora-se ao diafragma, onde
corta a respiração pela expectativa de algo.
Conseqüência disto, o indivíduo provoca algo, mesmo que
desagradável, para recobrar o fôlego. No trabalho
terapêutico Navarro, utiliza-se da vegetoterapia
caractero-analítica, uma vivência de práxis emocional em
que as intervenções corporais são realizadas através de
actings, que provocam reações neurovegetoemocionais e
musculares capazes de reestruturar uma psicoafetividade
sadia, dissolvendo os bloqueios energéticos que
constituem a couraça psicológica ancorada no corpo. O
trabalho com o paciente segue uma seqüência evolutiva
compatível com o quadro, que vai do primeiro ao sétimo
segmento e visa recuperar a funcionalidade do ser,
permitindo mudar sua relação com o mundo.
Palavras-chave:
Caráter; Neurótico; Navarro; Lowen; Organizacional |
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Sono e
sonhos /José Henrique Volpi |
51 |
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Resumo
Durante
muito tempo a ciência não deu atenção ao estudo do sono
e somente após o desenvolvimento do eletroencéfalograma,
em 1929, é que várias pesquisas sobre os mecanismos
neurofisiológicos do sono passaram a ser desenvolvidas.
Com esse aparelho foi possível registrar as ondas
elétricas emitidas pelo cérebro e descobrir os ciclos e
fases pelas quais passa uma pessoa quando adormece. Com
isso, pesquisadores voltaram sua atenção para o
esclarecimento da relação direta entre os estados de
consciência e atividade elétrofisiológica do cérebro, em
busca de uma maior compreensão da fisiologia do sono.
Palavras-chave:
Sono; Sonho; Fisiologia |
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Bioenergética e desenvolvimento emocional humano /Sandra
Mara Volpi |
55 |
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Resumo
Desenvolver, em seu
estrito sentido, significa “fazer crescer, medrar,
prosperar, aumentar, progredir”. O desenvolvimento do
ser humano é uma sucessão de etapas que se sobrepõem,
não sendo nenhuma delas mais importante do que a outra,
mas havendo entre elas uma interdependência, no sentido
de que é necessário que cada uma seja vivenciada de
forma plenamente saudável para que as demais também o
possam ser. O mesmo se pode dizer a respeito dos
domínios do desenvolvimento humano: o emocional não é
mais nem menos importante que o físico, o cognitivo ou o
social, e vice-versa. É pertinente lembrar que estamos
falando de um movimento dinâmico, pois, por mais que se
siga uma teoria estruturalista a respeito do
desenvolvimento, ou seja, por mais que se acredite que
existem etapas pelas quais uma pessoa necessariamente
passará em sua vida, uma infinita série de variáveis
pode ocorrer ao longo de tais etapas. E também há que se
considerar que o desenvolvimento de cada ser humano será
único, em função da maneira como ele interage com o
ambiente. Há uma retroalimentação constante entre ambos:
o ambiente proporciona a situação desafiadora que pode
gerar crescimento; a pessoa responde a essa situação; a
resposta cria novas forças ambientais para o
desenvolvimento; a pessoa novamente responde, e assim
sucessivamente.
Palavras-chave:
Bioenergética; Desenvolvimento Emocional; Emoção |
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Função do
orgasmo. O que é isso? /Odila Weigand |
61 |
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Resumo
A
teoria do orgasmo é uma teoria que fala de saúde... de
genitalidade... da capacidade de conter e agir ou
expressar, tensionar e relaxar, expandir e contrair,
amar e sentir raiva, prazer e angústia, conforme as
circunstâncias. Colocando nosso foco na questão do
orgasmo em Freud, Reich, Lowen, Keleman, Boadella, Gerda
Boyesen, John Pierrakos, a Função do Orgasmo ganha peso
diferenciado em cada uma dessas diferentes escolas
Palavras-chave:
Orgasmo; Reich; Lowen; Corporal; Couraça |
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O caráter
das relações de poder na empresa /Cinely de Oliveira
Carlotto |
68 |
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Resumo
A caracterialidade
manifesta-se em cada pessoa pelo andar, pela expressão
facial, pela maneira de falar e vários outros modos de
comportamento. Mas, como seria avaliar este caráter num
recrutamento? É possível preencher uma vaga utilizando
os conceitos reichianos não considerando apenas a
capacidade do candidato, mas levando em conta a sua
estrutura de caráter, sua couraça caracterial e
neuromuscular.
Palavras-chave:
Caráter; Poder; Empresa; Couraça; Genital |
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Os olhos
que vêem podem não ser os mesmos que enxergam /José
Henrique Volpi |
72 |
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Resumo
As dificuldades visuais
são anomalias provocadas por erros de refração dos raios
luminosos que se projetam na retina. O número de
crianças e jovens adolescentes que fazem uso de óculos
vem crescendo a cada dia. Esses distúrbios, que
geralmente são detectados na pré-adolescência, se
prolongam por toda a vida do indivíduo e, quando da
primeira consulta ao oftalmologista, a receita não é
outra senão o uso de óculos. No entanto, apesar das
lentes auxiliarem na dificuldade visual, nem sempre
corrigem o problema que, se relacionado ao estresse, que
pode ser físico e/ou emocional. |
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Autismo /Daniele
Barbieri e Sandra Mara Volpi |
77 |
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Resumo
O autismo é uma síndrome
do desenvolvimento, que apresenta os seus sintomas
invariavelmente antes dos 36 meses de idade, com
abrangência em três áreas: comunicação, interação social
e repertório restrito e repetitivo de interesses.
Estima-se que a incidência do autismo é maior em
meninos, numa proporção de quatro meninos com autismo
para cada menina e que 75% das crianças com autismo
apresentam deficiência mental. Na visão da psicoterapia
corporal, e mais especificamente, da
Somatopsicodinâmica, que é uma das teorias que compõe a
primeira, a determinação do autismo está presente desde
a vida intra-uterina.
Palavras-chave:
Autismo; Gestação; estresse; Couraça; Reich |
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A dança da
vida e da morte numa visão reichiana /José Henrique
Volpi |
86 |
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Resumo
O homem tem uma história
de pelo menos 70 milhões de anos e, segundo a ciência,
surgiu da evolução de um grupo especial de macacos.
Durante toda a história da Terra, nenhuma espécie animal
tem sido tão bem sucedida biologicamente como o homem.
Em grande parte, esse sucesso é devido à extraordinária
natureza de seu corpo e de sua mente. Constantemente
estamos dançando em torno do fio que liga a vida e a
morte. Num dia estamos vivos, no outro podemos estar
mortos. São poucos aqueles que vivem e sabem desfrutar
dos prazeres que a vida oferece. Por outro lado, não
raro são aqueles que se encontram vivos, mas estão
praticamente mortos, em sua essência, em sua energia, em
seu psiquismo, em sua alma. Abandonam a vida e caminham
em direção à morte, não por ignorância, mas talvez, pela
grande quantidade de couraças que envolve seus corpos e
os impedem de pulsar. Para Reich, vida sempre foi sinal
de expansão e a morte, de contração.
Palavras-chave:
Reich; Couraça; Vida; Morte; Peste |
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O corpo do
terapeuta na prática clínica: uma reflexão sobre
sexualidade, gozo e
depressão /Liane Zink |
90 |
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Resumo
Minha reflexão tem se
voltado para o corpo do terapeuta. O corpo do terapeuta
muitas vezes cindido dentro do seu próprio lugar, a
cadeira em que se deixa cair, o corpo pesado e sem
conexão com a sua própria respiração, às vezes deprimido
e angustiado, cheio de tensões tão conhecidas. Como
fazer para soltar as tensões frente ao cliente, que
exige e demanda cuidados além do que meu corpo pode
compreender ou dar naquele dia, naquela sessão?
Palavras-chave:
Corpo; Terapeuta; Sexualidade; Poder |
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A
relevância da transferência negativa na análise
kleiniana e na análise
reichiana /José Henrique Volpi |
93 |
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Resumo
Sabemos que as neuroses
se formam a partir de conflitos, principalmente daqueles
formados na primeira infância e que estes conflitos são
revividos na análise através da transferência. No
entanto, o manejo dessas atitudes transferidas cria um
problema ao analista. Considerando que a relação entre
paciente e analista gera uma transferência tanto
positiva quanto negativa, quando esta for negativa faz
com que o paciente se sinta ameaçado em seu equilíbrio
psíquico e, como proteção, tenta atacar tanto o analista
quanto a análise.
Palavras-chave:
Transferência; Melanie Klein; Análise; Reich |
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Dislexia:
um estranho no outro lado do papel /Sandra Mara Volpi |
99 |
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Resumo
Quando se fala em
dislexia, ainda é muito comum que as pessoas reajam de
imediato, dizendo: “O que é isso? Já ouvi falar, mas não
sei o que significa...” Tais comentários partem inúmeras
vezes, também, de profissionais ligados diretamente à
área da psicologia, da medicina, da educação, e não
somente de pessoas que poderiam meramente estar “mal
informadas”. Na realidade, a desinformação a respeito da
dislexia ainda é comum. Talvez comum demais.
Palavras-chave:
Dislexia; Criança; Aprendizagem; Desenvolvimento;
Corporal |
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A peste
emocional que nos rodeia /José Henrique Volpi |
108 |
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Resumo
Talvez você nunca tenha
ouvido falar em peste emocional. Talvez nunca tenha lido
nada específico a respeito, mas com certeza já deve ter
tido alguma experiência desse gênero. A peste emocional
geralmente aparece velada, por trás de boas intenções,
no intuito de ajudar o outro e a sociedade. No entanto,
com o passar dos tempos, a pessoa acometida por essa
“doença”, vai invadindo todos os espaços, como uma erva
daninha invade uma plantação ou um câncer que invade um
organismo vivo, dominando tudo o que está ao seu redor.
Palavras-chave:
Peste; Couraça; Reich; Caráter |
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Olhe-me,
pede o corpo /Natalina De Bastiani |
112 |
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Resumo
À época de Freud, muitos
eram os que se debruçavam sobre o homem, tentando
tirá-lo do lamaçal de doenças em que se havia metido.
Reich estava muito voltado para o corpo energético,
enquanto a Psicanálise, que o seduzira, se debruçava
ainda e exclusivamente sobre o corpo imaginário,
simbólico e libidinal. Diante de um mesmo discurso, a
Psicanálise deixa-se guiar pelas palavras, chegando a
evitar o face a face, negação total do corpo energético.
Reich, ao contrário, optou por acreditar mais no que via
do que no que ouvia!
E o quê ele via? Via o corpo, a linguagem do corpo:
gestos, posturas, maneirismos, uma distribuição
energética inadequada (desorgonia), energia estagnada,
aprisionada (estase), deficitária às vezes (hiporgonia)
ou carga energética excessiva em outras (hiperorgonia).
Via expressões corporais que refletiam atitudes
existenciais do sujeito com mais fidedignidade que suas
palavras. Via posturas que falavam de seu modo de amar,
de sentir, de se ver, que revelavam seus
constrangimentos, seus medos, suas sujeições,
repressões, humilhações, suas subserviências... Outras,
que desmascaravam sua onipotência, autosuficiência,
tendência ao domínio... Uma linguagem direta,
transparente, inequívoca e sem disfarces, que muitas
vezes contradizia o conteúdo verbal.
Palavras-chave:
Corpo; Reich; Energia; Bloqueio |
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Ser humano:
um emaranhado químico, energético e caracterial /José
Henrique Volpi |
116 |
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Resumo
Constantemente o corpo
humano é bombardeado por ácidos provindos tanto de uma
perspectiva de produção metabólica interna, quando de
fatores externos. Os ácidos são elementos produzidos
pelo próprio corpo, em quantidades suficientes para
manter um normal funcionamento celular metabólico. No
entanto, essa produção aumenta consideravelmente em
situações de estresse ou quando outro fator qualquer
estimule o sistema nervoso simpático, uma situação que
pode ocasionar a troca de elementos químicos internos e
provocar sérios distúrbios na saúde de uma pessoa.
Palavras-chave:
Terreno Energético; Caráter; Energia; Couraça; Reich |
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A criança
autista no seu terceiro ano de vida /Daniele Barbieri |
121 |
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Resumo
É entre os dois e os três
anos de idade de uma criança autista que os pais começam
a ter consciência de terem um filho diferente. Algumas
vezes, a observação dessa diferença vem de parentes ou
da escolinha na qual a criança está matriculada.
Inicia-se, então, a procura por um diagnóstico. Quando
os pais encontram um profissional habilitado, este
deveria colocá-los a par da síndrome de autismo, das
necessidades e possibilidades de tratamento. Mas,
infelizmente, o que normalmente acontece é uma
“via-sacra” de um profissional a outro.
Palavras-chave:
Autismo; Criança; Desenvolvimento |
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Ludoterapia: uma visão reichiana /Sandra Mara Volpi |
124 |
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Resumo
Que atitude dos pais e
dos cuidadores pode ser considerada uma das mais
preciosas para o desenvolvimento saudável da vida
emocional de uma criança? Em linhas gerais, pode-se
resumir em: permitir à criança ser, nada mais, nada
menos que criança, e por sê-lo, deixá-la brincar. Já
dizia Reich que os adultos não precisam fazer esforços
homéricos para tornar uma criança saudável. A criança é
saudável sem que ninguém faça nada; assim ela nasce. O
que os adultos devem fazer é deixá-la livre para se
desenvolver, não impedindo, com suas atitudes ditas
educativas, que cresça segundo as leis de seu organismo,
de sua inata capacidade de auto-regulação.
Palavras-chave:
Ludoterapia; Desenvolvimento; Criança; Reich; Couraça |
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Normas para
publicação de artigos |
128 |
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