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PSICOLOGIA CORPORAL

 

A Psicologia Corporal é definida por José Henrique Volpi e Sandra Volpi (1998), diretores do Centro Reichiano, como uma ciência que estuda o homem em seu aspecto somatopsicodinâmico, onde o corpo e a mente são trabalhados em seu conjunto e em sua relação funcional. Somatopsicodinâmico porque a mente interfere no movimento do corpo e o corpo no movimento da mente. Assim, mente e corpo são indivisíveis e devem ser trabalhados em seu conjunto.

Essa definição surgiu em 1998 com a criação da revista Psicologia Corporal (INSS-1516-0688), editada anualmente pelo Centro Reichiano, cujo objetivo é congregar as diversas escolas de abordagem corporal, que comungam do mesmo princípio: estudar e trabalhar com a interferência da mente sobre o corpo e do corpo sobre a mente.

É uma abordagem que reconhece na atitude e no corpo do paciente as impressões registradas durante as etapas do desenvolvimento emocional (caráter). Parte da leitura corporal, da investigação da história pessoal, da compreensão do caráter, e ainda considera a própria relação psicoterapêutica no diagnóstico inicial, no direcionamento durante o projeto psicoterapêutico e na metodologia de trabalho.

A mente retém os conflitos emocionais durante toda a nossa história e é a responsável pela formação de nossas neuroses. O corpo também retém esses conflitos em forma de couraça muscular, contraindo-se e adotando posturas defensivas como olhos arregalados, boca tensa, apertada, pescoço rígido, ombros erguidos ou caídos, peito estufado, etc.

Portanto, segundo Volpi e Volpi, a psicologia corporal se propõe a trabalhar com os indivíduos em seus aspectos físicos e emocionais, possibilitando uma flexibilização ou até mesmo eliminação das couraças de forma que a energia possa circular livremente e a pessoa ser mais saudável nos aspectos físico, energético e emocional.

A primeira escola que buscou fazer essa relação mente-corpo foi a de Wilhelm Reich (Orgonomia ou Análise Reichiana). A partir de Reich, várias outras escolas também passaram a direcionar seus trabalhos em busca dessa interação mente-corpo-energia-emoção, tendo como seguidores: Elsworth Baker, Ola Raknes, Walter Hoppe, Eva Reich, Myron Sharaff e muitos outros, considerados pós-reichianos.

A atualização dos trabalhos de Reich por seus seguidores fez com que nos últimos anos a Orgonomia fosse denominada de Análise Reichiana, enfatizando ainda mais o quanto a parte analítica também é fundamental dentro desse trabalho.

Além desses (pós-reichianos), outros autores se destacaram com a inserção de novos conhecimentos teóricos e técnicos aos trabalhos iniciais de Reich, sendo, portanto, considerados neorreichianos. Dentre eles, os que mais se destacaram foram Alexander Lowen e John Pierrakos, que juntos criaram a chamada Análise Bioenergética.

 

Centro Reichiano de Psicologia Corporal

Av. Prefeito Omar Sabbag, 628 - Jardim Botânico - 80210-000 | Curitiba/PR - Brasil

Fone/Fax: (41) 3263-4895 - E-mail: centroreichiano@centroreichiano.com.br